TRABALHO E EDUCAÇÃO

O ADOECIMENTO PSÍQUICO DOCENTE E AS IMPLICAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DO ENSINO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33872/revcontrad.v1n1.e009

Palavras-chave:

Modo de Produção, Mal-Estar Docente, Organização do Ensino

Resumo

Na configuração do modo de produção capitalista, o adoecimento do trabalhador é fator que merece destaque. Com as reformas neoliberais para a educação após a Segunda Revolução Industrial, na segunda metade do século XIX, com os novos modelos de produção, os/as educadores/as foram perdendo suas identidades, não reconhecendo sua função social como mediador/a do ensino e aprendizagem, mas, atuando como percursor/a do sistema de capital. Atualmente, tem se aumentado a quantidade de professores/as diagnosticados/as com doenças psicológicas, levando à dependência de medicamentos, o que tem contribuído para o desinteresse e desmotivação no trabalho escolar. É por fatores como estes e por compreender a necessidade de estudos nesta temática, que esta pesquisa propõe realizar uma análise histórica do trabalho e dos modos de produção, para entender os fatores que motivaram o adoecimento dos/as trabalhadores/as, com ênfase no profissional docente e seu papel na educação. A pesquisa está fundamentada na Teoria Histórico-Cultural, tomando como base as análises referentes ao Materialismo Histórico-Dialético, compreendendo como as formas de trabalho, vinculadas ao sistema neoliberal, alienante e desumana contribui para a ineficácia do ensino, bem como sua organização.

Biografia do Autor

Fernando Wolff Mendonça, Universidade Estadual de Maringá - UEM

Doutor em Educação (UEM). Professor adjunto do departamento de pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UEM.

Léslie Amanda da Silva, Universidade Estadual de Maringá - UEM

Acadêmica da graduação em Pedagogia - CRC-UEM.

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Publicado

2020-11-04