Associação entre o uso de agrotóxicos e as malformações congênitas em Marialva-PR

estudo ecológico

Autores

  • Débora Cristiana Marcenichen Mori Universidade Estadual de Maringá
  • Amanda de Carvalho Dutra Universidade Estadual de Maringá
  • Paulo Agenor Alves Bueno Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
  • Walber Altieris Conca UML
  • Kátia Regina Freitas Schwan-Estrada Universidade Estadual de Maringá
  • Marcelo Negri Soares Universidade Estadual de Maringá
  • José Ozinaldo Alves de Sena Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.33872/saudeglobal.v4n1.e036

Palavras-chave:

Monoculture, Pesticides, Child Mortality

Resumo

Os agrotóxicos podem representar riscos à saúde humana devido ao potencial tóxico. Este estudo ecológico quantitativo investigou a associação entre seu uso e malformações congênitas em Marialva, Paraná, utilizando dados secundários de 2015–2020 do SINASC, SIM, DATASUS e SIAGRO/ADAPAR. Foram ajustados modelos de regressão exponencial para uso total e por classe de agrotóxicos. Registraram-se 3.127 nascidos vivos e 37 óbitos infantis, sendo 17 por malformações congênitas. O modelo para uso total não foi significante (p > 0,05; R² = 0,39), enquanto o de herbicidas foi significante (p < 0,05; R² = 0,80). Fungicidas apresentaram maior R² (0,93) e inseticidas, menor (0,17). Isoladamente, R² não comprova significância estatística nem causalidade. Os resultados sugerem associações ecológicas exploratórias, exigindo cautela diante do número reduzido de observações anuais, dos dados agregados e do possível confundimento e falácia ecológica.

Biografia do Autor

Débora Cristiana Marcenichen Mori, Universidade Estadual de Maringá

Possui graduação em BACHARELADO EM ENFERMAGEM pelo Centro Universitário de Maringá (2006). Tem experiência na área de Gerência de Enferemagem, com ênfase na Saúde da Mulher e da Criança na Saúde Pública

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Publicado

05-10-2026