Atuação do psicólogo na atenção primária à saúde no cuidado de crianças e adolescentes com deficiência

uma revisão integrativa

Autores

  • Rose Anne Holanda Escola de saúde pública do Ceará - ESP/CE
  • Débora Rocha Carvalho Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.33872/saudeglobal.v4n1.e034

Palavras-chave:

Psicologia, Criança com deficiência, Adolescente, Pessoa com deficiência, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Explorar as possibilidades de atuação do psicólogo na Atenção Primária à Saúde (APS) no cuidado de crianças e adolescentes com deficiência, por meio de revisão integrativa. Foram consultadas as bases CAPES, SciELO, LILACS, Google Acadêmico, BVS, Redalyc, PePSIC e BDTD Brasil, utilizando descritores “Psicologia”, “Criança com deficiência”, “Adolescente”, “Pessoa com deficiência”, “Sistema Único de Saúde” e “Atenção Primária à Saúde”. Incluíram-se produções em língua portuguesa, publicadas entre 2015 e 2024, disponíveis na íntegra e pertinentes ao tema. Excluíram-se resumos, produções em outros idiomas e fora do escopo. Seis produções compuseram a amostra. Os resultados evidenciaram que a atuação do psicólogo na Atenção Primária à Saúde envolve o cuidado ampliado, o trabalho multiprofissional, a atenção às famílias e a articulação das redes de cuidado, embora ainda seja atravessada por limitações institucionais. Conclui-se que, apesar do número reduzido de estudos, há possibilidades relevantes de atuação do psicólogo na APS nesse contexto.

Biografia do Autor

Rose Anne Holanda, Escola de saúde pública do Ceará - ESP/CE

Psicopedagoga (Secretaria Municipal de Educação de Marco, Ceará). Pós-Graduada em Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade, da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) (2026). Especialista em Psicopedagogia, pelo Conselho Regional de Psicologia - CRP11 (2023). Especialista em Psicologia Hospitaalr, pela Faculdade Venda Nova do Imigrante, Espiríto Santo (2025). Especialista em Neuropsicologia, pelo Centro Universitário Christus, Ceará (2023). Formação em Terapia Analítico Comportamental da Infância e Adolescência, pelo Núcleo Tríplice de Análise do Comportamento, Ceará (2022). Graduada em Psicologia, pela Faculdade Luciano Feijão, Ceará (2021). Especialista em Psicopedagogia, pela Faculdade Christus, Ceará (2012). Especialista em Gestão da Educação Pública, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais (2012). Especialista em Coordenação Pedagógica, pela Faculdade Sete de Setembro, Ceará (2007). Graduada em História, pela Universidade Estadual do Ceará (1994

Referências

ALAION, A. R.; & MACHADO, A. M. Narrativas do cuidado a crianças em um NASF: a estratégia Rodinha de Conversa. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 33, e236673, 2021.

ARAUJO, J. A. M. R, et al. Breves considerações sobre a atenção à pessoa com transtorno do espectro autista na rede pública de saúde. Revista Psicologia e Saúde, Campo Grande, v. 11, n. 1, p. 89-98, 2019.

AYRES, J. R. C. M. O cuidado, os modos de ser (do) humano e as práticas de saúde. Saúde e Sociedade, v. 13, n. 3, p. 16-29, 2004. Disponível em: https://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902004000300003. Acesso em: 11 dez 25.

BARTELMEBS, R. C. Analisando Os Dados Na Pesquisa Qualitativa (Desenvolvimento de Material Didático ou Instrucional), 2012. Disponível em: www.sabercom.furg.br. Acesso em: 10 ago. 2024.

BÖING, E.; & CREPALDI, M. A. O psicólogo na atenção básica: uma incursão pelas políticas públicas de saúde brasileiras. Psicologia, Ciência e Profissão, v. 3, n. 3, p. 634-649, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/X9DvXR6YCVMG4tSmh46Dhhn/?format=html&lang=pt Acesso em: 11 dez 25.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 1990.

Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP, 2001.

Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Presidência da República. Casa Civil. 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm

BRITO, N. J. Intervenção precoce com crianças nascidas com a Síndrome Congênita do Zika Vírus: dinâmicas de regulação afetivo-semiótica construídas por profissionais de saúde. 2019. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2019.

CAMPOS, G. W. S.; & DOMITTI, A. C. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 399-407, fev. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/VkBG59Yh4g3t6n8ydjMRCQj/?lang=pt. Acesso em: 11 dez 25.

CFP. Conselho Federal de Psicologia. CREPOP (Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas). Práticas profissionais de psicólogos e psicólogas a atenção básica à saúde. 1ª edição – Brasília-DF, 2010.

Conselho Federal de Psicologia. Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) na atenção básica à saúde. Conselhos Regionais de Psicologia e Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP). 2ª ed. Brasília: CFP, 2019.

DeCS. Descritores em Ciências da Saúde: DeCS 2024. São Paulo: BIREME / OPAS / OMS, 2024. Disponível em: http://decs.bvsalud.org/. Acesso em: 19 out. 2024.

FRANCO, K. S. Políticas públicas de educação, saúde e assistência social: o atendimento à pessoa com deficiência no município de Niterói/RJ. 2018. Dissertação (Mestrado em Educação Profissional em Saúde) – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2018.

GOMES, R. A análise de dados em pesquisa qualitativa. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org). Pesquisa Social. 23.ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. DPE/ Grupo de Trabalho de Deficiência. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua): Pessoas com Deficiência 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/0a9afaed04d79830f73a16136dba23b9.pdf. Acesso em: 10 jan 2025.

KAKUSHI, L. E.; & ÉVORA, Y. D. M. As redes sociais na educação em enfermagem: revisão integrativa da literatura. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 24, p. 2709, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rlae/a/rP5N4JrfbgQVkTWkfnqkNhk/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 16 ago. 2024.

MANSO, C. C. O fazer-cuidar: seguindo práticas de cuidar nas equipes de Saúde da Família e nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família. 2015. Tese (Doutorado em Psicologia) – Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2015.

MANTOAN, M. T. É. Inclusão é o Privilégio de Conviver com as Diferenças. In Nova Escola, maio, 2005.

MARCON, S. S, et al. (In)visibilidade de crianças com necessidades especiais de saúde e suas famílias na Atenção Primária. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 73, n.4, p. e20190071, 2020. Acesso em: 16 ago. 2024.

MCDANIEL, S. et al. Terapia familiar médica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

MENDES, K. D. S, et al. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto - Enferm. [online], v.17, n. 4, p.758-764, 2008. ISSN 0104-0707. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072008000400018. Acesso em: 20 set. 2024.

MERHY, Emerson Elias. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 2002.

PAGE, M. J. et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ, v. 372, n. 71, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1136/bmj.n71. Acesso em: 28 dez. 2025.

PETERS, M. D.J, et al. Updated methodological guidance for the conduct of scoping reviews. JBI evidence synthesis [online], 18(10), pages 2119-2126. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.11124/JBIES-20-00167.

REIS, L. B.; & PEREIRA, C. M. Percepções de familiares sobre uma rede de cuidados de saúde mental infantojuvenil. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 43, e254081, 2023.

RIBEIRO, B. D.; & PEIXOTO, M. C. e. Estratégia saúde da família na atenção à saúde de crianças com deficiência. Revista Perquirere, v. 21, n. 1: 224-240, 2024. Centro Universitário de Patos de Minas. Disponível em: https://revistas.unipam.edu.br/index.php/perquirere. Acesso em: 16 ago. 2024.

SOUZA, M. T., et al. Revisão Integrativa: o que é e como fazer. Einstein (São Paulo), v. 8 (1 pt 1), p. 102-6, 2010.

URSI, E. S. Prevenção de lesões de pele no perioperatório: revisão integrativa da literatura. 2005. Dissertação (Mestrado em Enfermagem Fundamental) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-18072005-095456/pt-br.php. Acesso em: 16 ago 2024.

VYGOTSKY, L. S. Obras Escogidas - Tomo V – Fundamentos de Defectología. Tradução para a língua espanhola: Julio Guillermo Blank. Editora Visor: Madrid, 1997.

Downloads

Publicado

02-10-2026

Edição

Seção

Artigos de revisão