O AMOR ROMÂNTICO NO EPICENTRO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER NO CONTEXTO DA CULTURA DA AGRESSÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33872/revcontrad.v2n1.e019

Palavras-chave:

Amor, Fantasia, Violência

Resumo

Este artigo tem como objetivo a revisão de temáticas implicadas nos estudos da violência doméstica contra a mulher e pretende contribuir para o avanço das pesquisas de gênero, sobretudo aquelas conduzidas pelo reducionismo da “analítica jurídica” (FOUCAULT, 1984). As mulheres são sempre vítimas da violência dos homens, mas isto não é tudo. Para além da teoria do patriarcado e da judicialização da intimidade, uma revisão histórico-cultural sobre o conceito de amor é fundamental para o entendimento das malhas que enredam a própria mulher no sofrimento amoroso. Adotamos a expressão “casais violentos”, segundo Machado e Magalhães (1998),  analisada pela perspectiva dialógica-relacional de Santos e Izumino (2005). Destaca-se a pequena importância dada pelas pesquisas feministas, acerca do discurso do amor-paixão ou romântico nos referenciais analisados. Desta revisão, conclui-se que, uma categoria específica de mulheres, espera muito mais do amor e dependem mais dele do que esperam os homens. Utilizamos como instrumento de análise quantitativa e qualitativa, a pesquisa da antropóloga Gregori (1993) e do psicoterapeuta Gnoato (2019). Em busca de uma interdisciplinaridade, o mirante teórico deste artigo guiou-se pelo diálogo da Antropologia, com a Filosofia da Linguagem e a Psicanálise, fazendo um percurso que vai da sondagem minúscula da intimidade do casal, para uma imbricação macroscópica da cultura da agressão no Brasil, tremendamente violento, emotivo, hierárquico e paradoxal.

 

 

Biografia do Autor

Gilberto Gnoato, Fundação de Estudos Sociais do Paraná – FESP

Psicoterapeuta. Professor de Antropologia e Doutor em Tecnologia e Sociedade pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR.

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Publicado

2021-04-30