Fibromialgia:

Sexualidade e Feminilidade as Dimensões Inconscientes do Adoecimento

Autores

  • Kauana Carolina Fregonezi Mateus Unicesumar/Unifatecie
  • Maria Eduarda Palma Souza UniFatecie
  • Nelciely Silva Akutsu

DOI:

https://doi.org/10.33872/conversaspsico.v7n2.e003

Palavras-chave:

fibromialgia; inconsciente; adoecimento; sexualidade.

Resumo

A Fibromialgia (FM) é uma síndrome crônica e multifatorial (CID MG30.01), caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono e sofrimento psíquico. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (2024), entre sete e nove em cada dez pessoas diagnosticadas são mulheres, especialmente entre 40 e 55 anos, o que sugere influências não apenas biológicas, mas também culturais e simbólicas sobre o corpo feminino. Estudos apontam que os sintomas da FM extrapolam a dimensão fisiológica, revelando manifestações psicossomáticas e intenso sofrimento emocional. Para a Psicanálise, a síndrome aproxima-se da histeria, compreendida como expressão simbólica de conflitos inconscientes. Assim, a dor crônica pode ser entendida como linguagem do inconsciente, em que o corpo fala o que não pôde ser simbolizado. Trata-se de um estudo bibliográfico, exploratório realizado através trabalhos já publicados sobre a temática apresentada, usando como base de dados biblioteca física e virtual indexadas a exemplo: PubMed, SciELO, LILACS e Web of Science, utilizando os descritores fibromialgia, sexualidade, diagnóstico, feminilidade, é articulando com contribuições de Freud, Foucault e Kehl, O objetivo foi compreender como os determinantes culturais e psíquicos relacionados à feminilidade influenciam a experiência da fibromialgia  sobre a sexualidade. Conclui-se que a leitura psicanalítica amplia a compreensão da FM ao reconhecer a dor como inscrição simbólica do sofrimento subjetivo, contribuindo para práticas clínicas integrativas que favoreçam a elaboração simbólica do sintoma e a ressignificação do desejo.

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Publicado

2026-06-01